A ponte de lá para cá.
Sábado, 21 de Abril de 2012
Um filme de Terror….

 

Quem me conhece sabe que eu tenho medo de trovoada….

Sim… É verdade… Uma mulher deste tamanho tem medo de trovoada… ahahah…

 

Hoje descobri da pior maneira que estou numa zona bastante propícia a trovoadas secas, muito comuns nesta altura do ano… :(

 

Estava eu muito entretida a falar no Messenger com o Cris quando começo a ouvir os primeiros trovões….  Fique assustada mas, enchi o peito de ar, e disse para mim: “Liliana já és crescida, isto é normal…. Não está a cair o céu…. Como a tua prima disse, Jesus está a tirar fotografias…” e pronto…


Estava a comentar com outra pessoa com quem estava a falar no skipe que assim que tinha entrado on-line, tinha caído um grande raio (e essa pessoa sabe que eu tenho medo e decidiu gozar-me…- obrigada Rui) quando fico sem luz…. Pensei com os meus botões: “ vou lá fora que a luz deve ter ido abaixo no quadro geral….” Voltei a encher o peito de ar e lá fui….. Possa…. Nem quando venho de toalha o corredor me pareceu tão grande e tão escuro….. Parecia o corredor de um hospital velho abandonado como vemos nos filmes… Paredes de azulejo branco até meio E uma tira de azulejo preto a separar a parte pintada de branco para cima e chão com azulejo preto e branco, e no fundo não se via nada de tão escuro que estava… Saí do quarto andei um boooocado e mais á frente lá cheguei ao quadro geral, que, num dia normal, fica a meio do corredor, mas hoje ficou loooonge como tudo... Vi que estava tudo no sítio e que tinha sido uma falha de luz geral…. E comecei a “panicar” um bocadinho… Em vez de ir para o meu quarto fui bater á porta da Rung. O Ari nunca está quando é preciso pá… :( Ela estava tão contente de me ver como eu a ela…. Afinal não sou a única que ainda não ultrapassou o medo do escuro :P


Continua a trovejar e o estranho é que uma hora antes andou um aluno a gritar feito doido do lado dela do dormitório, e foi de tal maneira intenso que eu ouvi aqui no meu e isto ainda fica afastado…. É estranho porque à hora que foi, eles já deviam estra todos fechados dentro dos dormitórios… Sinal de que andava ai alguém à solta???? É sempre bom falarmos destas coisas num corredor sinistro e comigo á porta do quarto dela e com aquela escuridão já quase no nosso meio... E depois as escadas que dão para a rua também ali ao lado... E nada de luz…. Viemos até ao meu quarto que eu já estava a ficar com os arrepios e não era de frio mas de nervos…..

 

Continua a trovejar…..


E pusemo-nos a espreitar á janela do meu quarto (algo que é sempre indispensável numa situação destas…. Vá-se lá saber porquê…. Trenguices!!!!) Mais trovoada… E o prédio em frente tem luz e nós não…. E eu deixei a porta do meu quarto aberta…. Aaahhhh… A luz pá??? Continuámos a falar para ver se passava o medo “ imagina se alguém se lembrava de fazer loucuras nestas alturas” e "e o que é que terá dado ao aluno para gritar assim..." e "será que ele ainda está lá fora..." "possa está mesmo escuro... pois está e e os arbustos estão a mexer-se.... SIM... Mas não há vento..."… E mais trovoada…. E nós mais ou menos encolhidas…. Mas também que inteligência a nossa…. Falar destas coisas nestas alturas…. A culpa é dos filmes…. Eles é que nos ensinam a isto…. :( E nada de vir a luz…. E mais trovoada…


E a rapariga tem que voltar para o quarto e só temos o meu telemóvel… Juro que amanhã vou comprar uma lanterna!!!!

Volto a encher o peito com ar… Lá vamos as duas com coragem…. Para o corredor…. Vimos uma luz sair do quarto do Filipino, Janus de seu nome… Ok, ele é grande e está acordado, e tem lanterna… qualquer coisa a malta grita e com este silencio ouve-se perfeitamente….. Lá fui com a jovem até ao quarto dela porque ela não trouxe telemóvel e a única luz é a do meu…. E mais e mais trovoada…. Desta vez foi grande…. Ok, encomenda entregue, agora volta para o quarto…..Eu não queria correr para não dar parte fraca…. Volta a respirar fundo e não olha para trás…. Caminha... Um...Dois... Três... Quatro... Cinco... Parece mesmo mesmo um corredor dos filmes…. :( E mais trovoada… ok… que se lixe…. Corre e…. e cheguei!!!!! Fecha fecha fecha rápido!!!!


Estou sem net claro está…. E sentada a escrever isto e nem consigo virar-me e olhar para trás de mim…. Sou mesmo medricas eu sei…. Mas olhem fazer o quê?

 

Chega de encher o peito e fazer de corajosa… Hoje o remédio vai ser uns golinhos de Martini que já dizia a avozinha do capuchinho vermelho “é para dormir melhor”…..

 

 

Até amanhã pessoal...:(

 

P.S.: O chá que me fartei de beber está a dar sinal…. Lá vou eu às apalpadelas…. Isso nunca resulta bem comigo…. :/



publicado por lilika03 às 00:28
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7 comentários:
De Lurdes a 21 de Abril de 2012 às 17:51
Pois.... Tu e Raquel com trovoada..... Maria jose santíssima!!!! Espero que o Martini tenha surtido efeito. Bjnho saudoso e cuida bem de ti.


De lilika03 a 22 de Abril de 2012 às 16:50
Demorou um bocadinho mas surtiu :)
Agora vens "aqui" visitar-me lulu?
Eu tomo conta de mim. Beijo graaande. E um miminho para o Oscar ;)


De Anónimo a 22 de Abril de 2012 às 17:49
Tens o sofá para te esconderes? Queres que te leve a mantinha vermelha???
Chá, manta e mimo... E passa ;)


De Tere a 23 de Abril de 2012 às 13:59
Mantinha vermelha?? Chá e mimo??? Quem é que está a fazer esta oferta generosa???? E passa??? ui... Lili... vê lá se esta "receita" é bem vinda assim de um anónimo.... ui ui


De Carminho a 22 de Abril de 2012 às 22:05
Minha linda ..Vá lá ainda tinhas o telele::)))) e só faltava a bomba ou mesmo uma garrafa de oxigénio !!! tens de te deixar de ver esses filmes kRIPIEeeeeee!!!!lolol::)))

Um martinie vá é o que havia mas um Portinho tb::))eheheh

Realmente que aventura;;)) espero que já estejas composta da trovoada!!! e dos""""medos"""

beijo grande.


De Carminho a 22 de Abril de 2012 às 22:07
A Desilusão vem em ler coisas destas::))
!!!!!Vamos pela vida intercalando épocas de entusiasmo com épocas de desilusão. De vez em quando andamos inchados como velas e caminhamos velozes pelo mar do mundo; noutras ocasiões – mais frequentes do que as outras – estamos murchos como folhas que o tempo engelhou. Temos períodos dourados, em que caminhamos sobre nuvens e tudo nos parece maravilhoso, e outros – tão cinzentos! – em que talvez nos apetecesse adormecer e ficar assim durante o tempo necessário para que tudo voltasse a ser belo.
Acontece-nos a todos e constitui, sem dúvida, um sinal de imaturidade. Somos ainda crianças em muitos aspectos.
A verdade é que não temos razões para nos deixarmos levar demasiado por entusiasmos, pois já devíamos ter aprendido que não podem ser duradouros.
A vida é que é, e não pode ser mais do que isso.
Desejamos muito uma coisa, pensamos que se a alcançarmos obtemos uma espécie de céu, batemo-nos por ela com todas as forças. Mas quando, finalmente, obtemos o que tanto desejávamos, passamos por duas fases desconcertantes. A primeira é um medo terrível de perder o que conquistámos: porque conhecemos o que aconteceu anteriormente a outras pessoas em situações semelhantes à nossa; porque existe a morte, a doença, o roubo…
A segunda fase chega com o tempo e não costuma demorar muito: sucede que aquilo que obtivemos perde – lentamente ou de um dia para o outro – o encanto. Gastou-se o dourado, esboroou-se o algodão das nuvens. Aquilo já não nos proporciona um paraíso.
E é nesse momento que chega a desilusão, com todo o seu cortejo de possíveis consequências desagradáveis: podem passar-nos pela cabeça coisas como mudarmos de profissão, mudarmos de clube, trocarmos de automóvel ou de casa, divorciarmo-nos… E, então, surge o desejo de partir atrás de outro entusiasmo: queremos voltar a amar…
Nunca mais conseguimos aprender o que é o amor.
Se nos desiludimos, a culpa não está nas coisas nem está nas outras pessoas. Se nos desiludimos, a culpa é nossa: porque nos deixámos iludir; porque nos deixámos levar por uma ilusão. Uma ilusão – há quem ganhe a vida a fazer ilusionismo – consiste em vestir com uma roupagem excessiva e falsa a realidade, de modo a distorcê-la ou a fazê-la parecer mais do que aquilo que é.
Quando nos desiludimos não estamos a ser justos nem com as pessoas nem com as coisas.
Nenhuma pessoa, nenhuma das coisas com que lidamos pode satisfazer plenamente o nosso desejo de bem, de felicidade, de beleza. Em primeiro lugar porque não são perfeitas (só a ilusão pode, temporariamente, fazer-nos ver nelas a perfeição). Depois, porque não são incorruptíveis nem eternas: apodrecem, gastam-se, engelham-se, engordam, quebram-se, ganham rugas… terminam.
Aquilo que procuramos – faz parte da nossa estrutura, não o podemos evitar – é perfeito e não tem fim. E não nos contentamos com menos de que isso. É por essa razão que nos desiludimos e que de novo nos iludimos: andamos à procura…
De resto, se todos ambicionamos um bem perfeito e eterno, ele deve existir. Só pode acontecer que exista. Mas deve ser preciso procurar num lugar mais adequado.

(PG)


De Lurdes a 23 de Abril de 2012 às 23:35
Nao e Oscar..... É SOL!!!! Nao te esqueças que e filho da lua


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